Pra mim é quando compro uma coisa que me traz alegria, que me deixa feliz.
Julgaria tu errado gastar 50 reais em um aparelho celular que já não pode mais ser usado para seu propósito, pois foi lançado em 1996 e é deveras ultrapassado? Eu não julguei. Comprei.
Mas aí que mora a armadilha. Eu QUASE não comprei. O motivo? Fiquei com receio do julgamento alheio referente ao meu gasto "desnecessário".
Que tola fui. Percebe, a pessoa beneficiada (ou prejudicada, dependendo do julgamento) seria somente eu. A dona do dinheiro, também eu. E fiquei realmente satisfeita de poder ter esse aparelho. Mas mesmo assim, tive receio, e até o presente momento dessa narrativa, ainda sinto a necessidade de justificar qual o motivo que me levou a comprar. Não é necessário, noto logo em seguida. A única interessada sou eu.
E assim, fico a refletir: sabendo disso as pessoas que me julgaram, por que acharam necessário expor a opinião delas sobre meus atos?
Não podem elas ficarem apenas felizes por ti?
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